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Escolhas Entrelaçadas: Maternidade e o Mosaico da Mulher Moderna

Irmãs em experiência e sonhos, somos mulheres de uma era de transformações, tecendo a tapestria da vida com fios de múltiplas cores – algumas de brilho próprio, outras emprestadas das estrelas que nos guiaram até aqui. Neste diálogo de alma para alma, falo sobre a nossa jornada multifacetada, abrangendo família, política, mudança e maternidade, espaços onde nossas escolhas se definem e redefinem a cada instante.


A família, nosso primeiro porto seguro, também pode se tornar um campo de batalha, onde as expectativas sociais se chocam com os anseios pessoais. No cerne dessa dinâmica encontra-se a maternidade – um universo de amor incondicional que, paradoxalmente, muitas vezes nos pede para colocarmos condições em nossos sonhos e aspirações. As gerações antes de nós frequentemente não tínhamos escolha; a dedicação à família era um destino, não uma deliberação.


A política, embora pareça distante do calor do lar, molda intensamente o contexto no qual nossas escolhas são feitas. Ela pode construir pontes para a igualdade ou ser o muro que nos separa de nossas possibilidades. As políticas públicas influenciam diretamente nossa capacidade de escolher sem o peso da culpa ou do julgamento, seja ao decidir permanecer em casa para nutrir o crescimento de nossos filhos ou ao seguir o chamado profissional que ecoa no íntimo de nosso ser.


Mudança, essa constante inconstante, é tanto o desafio quanto a promessa. As transformações sociais recentes redefinem o conceito de família e maternidade. Somos agora mais livres para escolher sem estar confinadas aos papéis tradicionais. No entanto, mesmo com todas as portas que se abriram, ainda pesa sobre nossos ombros a difícil tarefa de equilibrar os pratos da balança pessoal e profissional.


E, então, há a questão visceral de ter ou não a opção de se dedicar à família em tempo integral. Esta não é apenas uma escolha, mas um direito que deveria estar disponível a todas. A possibilidade de decidir não deve ser um luxo, mas um elemento fundamental da dignidade humana. A maternidade não deveria exigir a renúncia da mulher ao mundo fora de suas paredes domésticas, a menos que essa seja sua vontade plena e consciente.


Conversando de mulher para mulher, de coração para coração, eu afirmo que nossa luta não é por uma resposta universal, mas pelo direito de escolher individualmente e sem coerção. A verdadeira emancipação se encontra na liberdade de traçar nosso próprio caminho, seja ele perfumado pelo aroma de fraldas e comida caseira ou pelo ar estimulante do ambiente corporativo.


Por isso, enquanto continuarmos a caminhar juntas nesta estrada, que nossas mãos estejam entrelaçadas não só em solidariedade, mas em um compromisso mútuo de apoiar todas as escolhas. E que nossa política, nosso sistema, nossas famílias e nossos corações se abram para acolher e honrar cada uma das decisões, tão únicas e preciosas quanto a mulher que as faz.


Com amor e compreensão, celebremos a diversidade de nossas escolhas e a beleza do direito de escolher. Que seja nosso legado a garantia de que cada mulher conhecerá a plenitude de viver sua própria verdade, seja ela escrita nas páginas de um álbum de família ou nas conquistas de um mundo mais amplo.


Maria Borgo.

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